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Alexandre Leal
Rio de Janeiro (RJ)
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Alexandre Leal
Comentário ·
há 10 anos
A responsabilidade civil do médico
Flávia Ortega Kluska
·
há 10 anos
Certamente, caro Marcel, muitas pessoas ainda hoje se referem aos médicos como "deuses", até mesmo chegam a acreditar que o são na realidade. Basta você comparecer à uma emergência lotada de um hospital público, no momento em que um médico está saindo para almoçar, depois de trabalhar exaustivamente, sem os mínimos recursos, por cinco ou seis horas seguidas. Ouve-se todos os tipos de xingamentos nesse momento, que fariam corar Dercy Gonçalves se estivesse viva. Muitas pessoas acreditam que médicos são deuses, que não precisam se alimentar, que não se cansam nem se desesperam, enfim, que são perfeitos. Precisamos de juízes e advogados que compreendam melhor as condições de trabalho dos médicos ordinários, que enfrentam a dura rotina dos hospitais públicos, muito diferentes dos médicos que atendem em consultórios climatizados, com música ambiente e com hora marcada para atender seus pacientes. São dois universos completamente diferentes, deveriam ser julgados de formas completamente diferentes, considerando a urgência e as dificuldades de cada situação. Essa é a opinião de uma pessoa comum, nem médico, nem advogado, nem juiz e tampouco Deus.
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Alexandre Leal
Comentário ·
há 10 anos
A responsabilidade civil do médico
Flávia Ortega Kluska
·
há 10 anos
Muito esclarecedor o artigo, fiquei impressionado. Gostaria muito de aprender também como poderia ser enquadrado o poder público, no que diz respeito aos seus hospitais que, em sua maioria, são mal equipados, com equipes de médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde com seus quadros reduzidos e pessimamente remunerados. Gostaria de poder aprender também sobre como deve reagir, de forma a não ferir a lei, um médico que, após trabalhar intensa, honesta e eticamente em um ambiente como o descrito acima, depara com pacientes e seus acompanhantes (transtornados não apenas com a sua própria doença, mas também com as deficiências já descritas) que o tratam de forma agressiva e ameaçadora a ponto de, em muitos casos, tirar a paz do ambiente e comprometer a capacidade de julgamento e decisão daqueles que ali estão justamente para lhes ajudar.
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Alexandre Leal
Comentário ·
há 12 anos
Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres
DellaCella Souza Advogados
·
há 12 anos
Parabéns pelo texto, Nelci.
Concordo com tudo o que disse, mas também acredito que exista um meio termo, que pode agregar o melhor do capitalismo/liberalismo a uma política que ajude os miseráveis extremos a sair dessa condição. No fim das contas, a solução para os problemas de desigualdade em qualquer parte do planeta está na propagação da honestidade, a qual você se refere com muita clareza no sétimo parágrafo do seu texto.
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Perfil Removido
Comentário ·
há 10 anos
Responsabilidade civil do médico em caso de cirurgia plástica
Flávia Ortega Kluska
·
há 10 anos
Regra geral o entendimento é esse. Porém, cabe avanço pois ao tratar de obrigações de resultado em corpo humano há de ser ressaltado que muito se distancia de comparação com uma peça produzida em uma impressora 3D ou mesmo a precisão utilizada na fabricação industrial de um parafuso. O corpo humano não tem simetria, a intervenção cirúrgica reage de modo diverso em cada organismo, nem mesmo se o cirurgião plástico se utilizar de softwares com recursos em 3D, para melhor demonstrar ao paciente o resultado, poderá garantir a precisão. Ao intervir no corpo humano terá sempre que realizar sua atividade com resultados aproximados, pelo menos enquanto as cirurgias precisem ser realizadas por seres humanos. Quanto aos resultados diametralmente opostos, aí sim considero a obrigação de resultado. Abraço
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Gilberto Pizarro
Comentário ·
há 10 anos
A responsabilidade civil do médico
Flávia Ortega Kluska
·
há 10 anos
O médico sempre respondeu e foi punido pelos conselhos . CRM é para julgar e não encobrir.
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Carlessandro Costa
Comentário ·
há 10 anos
A responsabilidade civil do médico
Flávia Ortega Kluska
·
há 10 anos
"Temos o direito de visitar parentes internados na hora em que pudermos, pois o horário de visitas é arbitrário,..." Como médico, sinto-me na obrigação de discordar, uma vez que os critérios utilizados para o regime de visitas aos pacientes segue normas das entidades médicas. Não se trata de arbitrariedade tampouco de impedir o conforto com seus iguais. Tais normas visam minimizar infecções hospitalares, preservar a intimidade do moribundo e de outros companheiros, manter o sigilo em procedimentos realizados à beira do leito, preservar a rotina estabelecida do hospital, etc. Quanto às demais questões, está de parabéns pelo texto.
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